Doce Joana...
...Inesperadamente encontrei a pequena e doce Joana a brincar junto aquela ribeira, Questionei-a sobre o que fazia ali. Ela somente sorriu e apontou para o Céu. Neste Céu azul e estonteante em que me encontro a Joana não guarda boas recordações da bola de Guerra chamada Terra, aquela bola que a nossa humanidade construi-o com violência e horror. Felizmente o seu olhar já não espelha infelicidade, nem tristeza...Essa tristeza literalmente desapareceu juntamente com o seu espirito maltratado e abusado. Monstros Humanos fizeram mal a “minha” Joana, fizeram com que ela perde-se quase tudo nesta vida. Perdeu a alegria de ser uma menina igual a tantas as outras, perdeu o simples movimento dum balançar de qualquer baloiço, perdeu a destreza e coragem de libertar uma lagrima ao ver um filme infantil, enfim perdeu a sensibilidade de se sentir feliz naquela outra vida. Pego na mão frigida e suave de Joana e levou-a a dar um passeio junto aquela brisa matinal, ela explica-me como é possível ser feliz neste sétimo céu, afirma sorridente que brinca com aqueles peixes saltitantes horas e horas a fio.Fico com meus olhos em lagrimas, pois sinto a felicidade nas suas palavras.Entretanto aproxima-se um nevoeiro intenso, Eu e Joana continuamos a caminhar até encontrar uma simples boneca enterrada na Areia, afinal era esta a boneca que ela refere ter perdido de vista quando chegou a este pequeno paraíso. Este nevoeiro que interrompe cada momento da nossa conversa já não nos deixa continuar esta caminhada feita de carinho e compreensão, sinto Joana fugir entre meus dedos e não me preocupo porque sei que a Joana onde quer que esteja, está num lugar muito mais ternurento e compreensivo do que aquele que “nós” monstros humanos lhe podemos oferecer...



