...Inesperadamente encontrei a pequena e doce Joana a brincar junto aquela ribeira, Questionei-a sobre o que fazia ali. Ela somente sorriu e apontou para o Céu. Neste Céu azul e estonteante em que me encontro a Joana não guarda boas recordações da bola de Guerra chamada Terra, aquela bola que a nossa humanidade construi-o com violência e horror. Felizmente o seu olhar já não espelha infelicidade, nem tristeza...Essa tristeza literalmente desapareceu juntamente com o seu espirito maltratado e abusado. Monstros Humanos fizeram mal a “minha” Joana, fizeram com que ela perde-se quase tudo nesta vida. Perdeu a alegria de ser uma menina igual a tantas as outras, perdeu o simples movimento dum balançar de qualquer baloiço, perdeu a destreza e coragem de libertar uma lagrima ao ver um filme infantil, enfim perdeu a sensibilidade de se sentir feliz naquela outra vida. Pego na mão frigida e suave de Joana e levou-a a dar um passeio junto aquela brisa matinal, ela explica-me como é possível ser feliz neste sétimo céu, afirma sorridente que brinca com aqueles peixes saltitantes horas e horas a fio.Fico com meus olhos em lagrimas, pois sinto a felicidade nas suas palavras.Entretanto aproxima-se um nevoeiro intenso, Eu e Joana continuamos a caminhar até encontrar uma simples boneca enterrada na Areia, afinal era esta a boneca que ela refere ter perdido de vista quando chegou a este pequeno paraíso. Este nevoeiro que interrompe cada momento da nossa conversa já não nos deixa continuar esta caminhada feita de carinho e compreensão, sinto Joana fugir entre meus dedos e não me preocupo porque sei que a Joana onde quer que esteja, está num lugar muito mais ternurento e compreensivo do que aquele que “nós” monstros humanos lhe podemos oferecer...

Falar sobre a vida ou sobre a morte,Sentir poder e capacidade para exprimir por palavras os teus sonhos ou vícios,tristezas ou alegrias...Ter noção da realidade que nos rodeia.Dizer mal de alguém porque somente te apetece...A democracia existe e vai ser sempre expressa aqui quando a criatividade surgir.
terça-feira, setembro 28, 2004
Doce Joana...
...Inesperadamente encontrei a pequena e doce Joana a brincar junto aquela ribeira, Questionei-a sobre o que fazia ali. Ela somente sorriu e apontou para o Céu. Neste Céu azul e estonteante em que me encontro a Joana não guarda boas recordações da bola de Guerra chamada Terra, aquela bola que a nossa humanidade construi-o com violência e horror. Felizmente o seu olhar já não espelha infelicidade, nem tristeza...Essa tristeza literalmente desapareceu juntamente com o seu espirito maltratado e abusado. Monstros Humanos fizeram mal a “minha” Joana, fizeram com que ela perde-se quase tudo nesta vida. Perdeu a alegria de ser uma menina igual a tantas as outras, perdeu o simples movimento dum balançar de qualquer baloiço, perdeu a destreza e coragem de libertar uma lagrima ao ver um filme infantil, enfim perdeu a sensibilidade de se sentir feliz naquela outra vida. Pego na mão frigida e suave de Joana e levou-a a dar um passeio junto aquela brisa matinal, ela explica-me como é possível ser feliz neste sétimo céu, afirma sorridente que brinca com aqueles peixes saltitantes horas e horas a fio.Fico com meus olhos em lagrimas, pois sinto a felicidade nas suas palavras.Entretanto aproxima-se um nevoeiro intenso, Eu e Joana continuamos a caminhar até encontrar uma simples boneca enterrada na Areia, afinal era esta a boneca que ela refere ter perdido de vista quando chegou a este pequeno paraíso. Este nevoeiro que interrompe cada momento da nossa conversa já não nos deixa continuar esta caminhada feita de carinho e compreensão, sinto Joana fugir entre meus dedos e não me preocupo porque sei que a Joana onde quer que esteja, está num lugar muito mais ternurento e compreensivo do que aquele que “nós” monstros humanos lhe podemos oferecer...
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5 comentários:
Que seja mesmo assim a "vida" da Joana daqui para a frente. Será, com certeza, muito mais Feliz, muito mais Menina, muito mais Criança do que foi aqui, nesta Selva Humana onde o tão famigerado Deus fez o (des)favor de a colocar.
Só tu conseguirias dar um final Feliz assim a uma história tão triste. Obrigado por, de certa forma, me fazeres acreditar que as Joanas que sofreram assim poderão estar Felizes num qualquer outro lugar.
(ao Post)
Este post-it (não amarelo mas infelizmente demasiadamente vermelho) deveria estar, se não está, no “mural” dos mesmos.
O que se lê aqui está digno de um mupi (ou outro meio de impacto às massas) para que todos os seres humanos o pudessem ler e começassem a pensar condignamente, evitando que cenas iguais ou semelhantes voltassem a repetir. Sei que isto é difícil mas já era um magnífico início que travasse um (este) triste fim.
(ao Carlos)
Continua… nunca pares! Um dia vou te ver (as tuas palavras) num mupi mas, espero e para nosso bem, por outras razões.
(À Joana)
Desculpa os seres humanos… nem todos são como os que conheceste na tua (curtíssima) vida.
(À humanidade)
Porra… porquê merdas destas???
o que dizer?
silêncio....
Rui
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