terça-feira, dezembro 13, 2005

Filme da minha vida





Ontem voltei a ser criança de novo, na Caixinha magica reapareceu de novo o extraterrestre mais puro e fraterno que alguma vez existiu. As minhas memórias nunca se vão esquecer da primeira vez que fui espectador atento dum filme de Spielberg.
Estávamos no ano de 1982 e o E.T ainda era uma criança como eu, chorava e escondia-se dos humanos que o apoquentavam dia-a-dia. Nessa doce tarde dum Dezembro friorento passeava por ruas de Almada um rapaz que parecia que vi o mundo todo azul, para ele não havia motivos grandes preocupações, nem casos de resolução difícil, vivia a vida como se houvesse sempre um amanhã.
O “meu” extraterrestre também era um pouco assim, vivia consoante a vida que lhe era proporcionada, vivia com a sensação que uma amizade afinal pode perdurar para sempre, sobretudo em nossa mente. O Incrível Almadense estava cheio de pequenada ansiosa por ser deslumbrada por este poderoso filme, Spielberg conseguir transportar toda esta inocência para o ecrã. Conseguir fazer uma inteira sala de cinema chorar de tremendo sentimentalismo e ternura. Até a pequena Gertie agora uma atraente e responsável actriz conseguia enfeitiçar os meus húmidos olhos.
Este é o filme da minha vida, aquele que eu vou levar para cova enrolado no pano da minha memória, por ele já chorei compulsivamente, por ele já ganhei tanto carinho que é me difícil passar um ano sem o rever. Acho que também foi graças a esta obra-prima do cinema que sou hoje uma pessoa mais sensível e responsável, talvez seja devido a ele consiga ver as coisas de maneira sempre positiva.

4 comentários:

trigolimpofarinh@mparo disse...

Então devemos agradecer ao Spielberg e ao E.T. go home porque, e faço – não só de hoje – esta conclusão através das letras aqui escarrapachadas, tu és um óptimo exemplo do que faz falta à sociedade moderna.

Um enorme abraço, que agora é trigo go work

Lara disse...

Também vi um pouco do filme e também gosto. Infelizmente o estudo chamava-me.
É o tipo de filme para pessoas sensíveis como tu ( como nós ). Acho que muita gente se há-de rir por gostarmos de ver o ET...

Beijos

Xein disse...

Pois... E quem fala assim não é gago, nem insensível... Gosto mesmo da forma como escreves. Esse não é o filme da minha vida, talvez porque nem seja tanto da minha é Era ;)...

Sente-te!!!

Inês Xein
http://www.kompras.net/amostra

Anónimo disse...

Não é o Filme da minha Vida,mas lembro-me te ter chorado,e muito!Mas e eu a pensar que tu eras mais um fruto do Consumismo...(Quantos jogos te deixou o Pai Natal?Eheh!)Como é que dizes?«Pensamento Positivo»,né?Ainda haverá cura para mim...Beijos.Sofia Figueiredo.